Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de novembro, 2013

Quase Amor

Eu tinha amor. Tinha amor no mar. No mar tinha vida. Na vida tem saudade. Na saudade tem sempre despedida. Na despedida o avião. No avião tem o céu. No céu a luz. Na luz tinha sol. No sol sempre há cor. Na cor tem música. Na música uma letra. Na letra uma carta. Nas cartas meu futuro. No futuro meu passado. No passado, poesia. Poesia é amor. Amor tinha nome. O nome é a sorte.

A Fatia do Bolo

Um brinde aos relacionamentos, amorosos, amigáveis, descontrolados, com a sua medida, a medida da loucura que é amar alguém que não é você próprio. Meu caro, vamos lá você é um ser, sozinho, ninguém sente a sua dor, a sua alegria é manifesta através de terminações nervosas, por isso não adianta sorrir, eu realmente não sei o que você sente. E pra falar bem a verdade, não me importa muito. Desculpa, mas repare que a gente vive, vinte, trinta, quarenta anos sem ele/ela os dois ou mais, e de repente, não mais que de repente, como escreve Vinicius, a gente diz que ama. Ama, o que?! A presença que não era presente e que agora tem nome e endereço ou ama a necessidade de amar alguém?! Completude é um conceito filosófico, mas, que não precisamos andar muito pra ver o seu contrário esboçado no rosto dessa gente toda que falta um pedaço, que falta a tampa, que falta a alma. Eu também era metade e continuo sendo, mas não que isso denote falta é apenas o meio do que será inteiro, inteiro amor, se...