Um brinde aos relacionamentos, amorosos, amigáveis, descontrolados, com a sua medida, a medida da loucura que é amar alguém que não é você próprio. Meu caro, vamos lá você é um ser, sozinho, ninguém sente a sua dor, a sua alegria é manifesta através de terminações nervosas, por isso não adianta sorrir, eu realmente não sei o que você sente. E pra falar bem a verdade, não me importa muito. Desculpa, mas repare que a gente vive, vinte, trinta, quarenta anos sem ele/ela os dois ou mais, e de repente, não mais que de repente, como escreve Vinicius, a gente diz que ama. Ama, o que?! A presença que não era presente e que agora tem nome e endereço ou ama a necessidade de amar alguém?! Completude é um conceito filosófico, mas, que não precisamos andar muito pra ver o seu contrário esboçado no rosto dessa gente toda que falta um pedaço, que falta a tampa, que falta a alma. Eu também era metade e continuo sendo, mas não que isso denote falta é apenas o meio do que será inteiro, inteiro amor, se...