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Mostrando postagens de março, 2017

Prosa confusa

Bauman já desenvolveu bem melhor que qualquer um de nós a ideia das relações do mundo contemporâneo, afinal a gente bem sabe que "vivemos tempos líquidos nada é para durar". Aqui só vai algumas impressões (im) pessoais da realidade. Hoje as relações, sejam de que espécie forem podem ser vividas de diferentes modos, afinal "consideramos justa toda a forma de amor", e  vai me dizer que isso não é maravilhoso? Mas, tem que ter amor; e essa palavra tem um peso que a maioria das pessoas não está disposta a carregar nos ombros; e eu não tô aqui falando de amor romântico, apesar de eu (ainda) acreditar nesse tipo de coisa, agora não me julguem, eu sou daquelas que ainda acha que vai casar. Eu tô falando aqui de um amor meio Leminski que não acaba mais se transforma, de um amor meio Drummond que hoje beija e amanhã não beija, eu tô falando de um amor com o outro, que talvez não dure pra sempre, mas não escorre entre os dedos e nem se desmancha no ar. Eu tô falando de um ...

Volta - se a ser

depois de um carnaval a gente nunca sabe o que é ficou vazio, o que era cheio de coisa era alegria pra tudo quanto é lado era versinho de marchinha, música de Baiana trio de um rio de gente, era mar depois de um carnaval a gente nunca sabe o que fica Salvador meu amô, sente essa música dança comigo, me dá teu colar? segura a minha mão, me deixa ficar tô aqui depois de um carnaval a gente nunca sabe quem chega na bagunça da casa , arruma essa vida acalma tua alma é ser feliz demais nessa terra eu preciso é dormir chega ele, depois de um carnaval a gente nunca sabe quem é se confunde com o tudo, olha para os lados, o caminho sumiu volta - se ao mundo, o novo te assusta? eu não sei o que é ser mas, depois desse carnaval na Bahia, tudo é.