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Mostrando postagens de junho, 2012

Para o mal me quer

Estou em um modo incoerente de viver a vida, me acostumei com o universo masculino, andei bebendo demais e me arrependi do que eu não sabia no dia seguinte. Tenho ressaca de pessoas, não estou pra muito romance e o que me atrai passou a ser a diferença, o surreal, quem sabe até e por que não, o sonho. O que eu vivo não é mais você ou o outro, sou eu. Me desculpe, meu bem, mas meu tempo está fechado. Choveu demais, fez frio e eu me esquentei foi sozinha mesmo. Sem inconvenientes eu me abstive de derramar qualquer coisa, de ter qualquer briga ou de achar algum defeito. Minha poesia ficou torta, meu sono ficou mais longo, meu coração mais vazio, minha razão mais direta. Não perdi sentimento, ganhei idade, verdade e poupei um tempo que eu não tinha guardado.

Lembrança do Relembrar

Mas, que filosofia é essa pra entender a ausência de quem passou por aqui há anos atrás e ainda faz umas poucas lágrimas incertas, caírem sem volta desses pobres olhos cansados. Vi nossa foto, queria gritar pro mundo inexistente de sonhos que um dia eu vi todos postos a nossa frente. Eu marquei e remarquei seus olhos tantos dias ausentes da minha memória, eu viajei e vi de longe uma alma perdida, escondida atras de alguém que não era você. E pra que? Pra que relembrar uma tarde bem conversada, um sorvete com o gosto da felicidade perdida e encontrada em um destino não escrito da nossa história, rasgada e desfeita pela distante distância de ser. Fui  então aqui relembrar o lembrado, da lembrança escondida das minhas histórias contadas.

Versinho

Vamos nos embriagar dos outros, deixando que tudo se acabe, comece, venha e sinta. Sente - se ao meu lado e vamos assistir o espetáculo que é viver sem limites, morrer quantas vezes se quiser e acordar do sono profundo, das almas aflitas sem rumo. Eu não quero sossego,tempo ou silêncio, vamos andar por aí, só me dê a mão que o resto eu sei. Sei o caminho perdido, sem volta, distante de tudo, no meio do mundo.

O fato

O inverno ainda não bateu aqui na porta, as folhas continuam caindo e a água vem, vem passando a limpo todo dia o erro do errado de  não querer gostar de nada. O mundo gira pelo efeito do defeito de não ser igual a tudo que se vê. O fato é que estamos na correspondência de ser o que não estamos sendo a cada minuto que falamos sobre o que é. Mas, não é, não era e não estava? Não, não me venha falar sobre o conhecimento teórico das coisas infames e inexistentes. Se é a tua verdade, eu tenho a minha também, bem guardada escondida e tida como certa, incerta de se corrigir. Pensar sobre isso ou aquilo, não é pensar sobre o todo do meu ser desconhecido. Não tente adivinhar,supor ou escrever, as palavras vão continuar fazendo o sentido que eu desejo até o fim do pra sempre, que sempre acontece.