É muito vento pra pouca árvore é muita mentira pra pouca gente que mora aqui, sai e só vai, não olha, não volta atrás. Porque não se tem o caminho pra voltar, eu vim e tratei de trazer comigo toda a minha paciência, o suficiente está retido em mim, sem dor. O céu clareou depois da chuva dessa tarde, eu caminhei com os pés descalços, molhei as mãos, lavei a alma da falta que nunca existiu. Me perguntam por aí, o que é isso que acontece? Acontece com o mundo que saiu do lugar, no meu sono eu fingi que a verdade, era a mentira que estava escrita, reconstruída nos dias que passaram. Reescrevi uns poucos versos, avessos e aversos a boa educação, preferi não pensar em nada, não mentir pra quem quiser que seja. Agora deixa tudo como está e não está, veja meu bem se eu dei a permissão pra alguém roubar o meu sossego, devolve a minha auto-definição e deixa ai em cima o resto, que restou, depois da chuva dessa tarde.