O que me encanta sempre
foi estranho, desajeito e meio bobo. O que me deixa mais feliz é a graça que eu
faço pra você rir. No jogo da vida eu me arremesso sem ter muito medo do limite
das coisas. E se há limite pra viver eu jamais quero achar. Eu quero achar
mesmo a fórmula mágica que dá a beleza das coisas, que faz o vento soprar, que
faz borboletas voarem, aqui fora e aqui dentro, dentro de mim. O que eu quero
mesmo é sentir toda a imensidão do mundo, que forma uma tênue linha entre a
realidade e o sonho. Quero mesmo é dançar até o dia amanhecer, e que o sol só
possa se por quando eu te ver atravessando a rua de casa. Ouço uma música boa
que toca entre o som das palavras da poesia. Vejo um futuro desenhado nos olhos
desconhecidos que eu vi. Sinto um cheiro de coisa boa no ar, acordo pra olhar
pela janela, mas prefiro voltar a dormir.
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