O que me encanta sempre
foi estranho, desajeito e meio bobo. O que me deixa mais feliz é a graça que eu
faço pra você rir. No jogo da vida eu me arremesso sem ter muito medo do limite
das coisas. E se há limite pra viver eu jamais quero achar. Eu quero achar
mesmo a fórmula mágica que dá a beleza das coisas, que faz o vento soprar, que
faz borboletas voarem, aqui fora e aqui dentro, dentro de mim. O que eu quero
mesmo é sentir toda a imensidão do mundo, que forma uma tênue linha entre a
realidade e o sonho. Quero mesmo é dançar até o dia amanhecer, e que o sol só
possa se por quando eu te ver atravessando a rua de casa. Ouço uma música boa
que toca entre o som das palavras da poesia. Vejo um futuro desenhado nos olhos
desconhecidos que eu vi. Sinto um cheiro de coisa boa no ar, acordo pra olhar
pela janela, mas prefiro voltar a dormir.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
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