E nem mesmo a tal filosofia explica os tais laços, amarras, nós, entranhas e afins que temos na vida. Não há livro que descreva os altos e baixos, idas e vindas e as voltas que voltam. Tanto que eu pisquei os olhos e perdi os bons minutos no espaço do cheio, que tornou-se vazio. E porque dizem que viver é assim, um passeio sem volta, uma volta sem tempo, um tempo sem demora. Não somos conceitos definidos, somos o ente e a essência de não ser algo, somos um tipo de potência e ato. Mas há bem mais, que não se sabe em palavras, gestos ou expressões. Há um tipo de sentimento oculto que move, repousa, torce, arranha e grita do mundo pra nós e de todos pra um. Há música, solos e muitos duetos, há gaita, flauta e até guitarra,há poemas, letras e cartas, há tanta coisa escondida na ínfima teia do corpo que se reflete nos mundos possíveis da gente. Perdi os medos, os receios, ganhei seus jeitos, um sorriso, poucos dias, um desejo sem medidas. Curtamente grosso esse não passar a vida a limpo, t...