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Mostrando postagens de agosto, 2012

Construindo

E nem mesmo a tal filosofia explica os tais laços, amarras, nós, entranhas e afins que temos na vida. Não há livro que descreva os altos e baixos, idas e vindas e as voltas que voltam. Tanto que eu pisquei os olhos e perdi os bons minutos no espaço do cheio, que tornou-se vazio. E porque dizem que viver é assim, um passeio sem volta, uma volta sem tempo, um tempo sem demora. Não somos conceitos definidos, somos o ente e a essência de não ser algo, somos um tipo de potência e ato. Mas há bem mais, que não se sabe em palavras, gestos ou expressões. Há um tipo de sentimento oculto que move, repousa, torce, arranha e grita do mundo pra nós e de todos pra um. Há música, solos e muitos duetos, há gaita, flauta e até guitarra,há poemas, letras e cartas, há tanta coisa escondida na ínfima teia do corpo que se reflete nos mundos possíveis da gente. Perdi os medos, os receios, ganhei seus jeitos, um sorriso, poucos dias, um desejo sem medidas. Curtamente grosso esse não passar a vida a limpo, t...

Um Dia de Despedida

Eu tive uma gripe, uma saúde, uns remédios com cuidado Eu era forte, não chorava, nem fazia se quer questão de tanta coisa Desejo tudo aquilo que se pode comprar e mais o mundo Um mundo que acordou ensolarado e triste O tempo está seco demais e isso não faz bem pra minha pele  Não faz bem pra minha alma a secura de não estar e de não ser Não houve tempo e as pessoas já falam sobre fotos e dizem frases bonitas que eu não quero dizer, porque eu não sei A chuva não esteve aqui esse tempo todo no qual você esteve, eu adoeci, dormi, falei demais e pulei todo o protocolo da boa educação Tudo que vai é amargo e porque eu gosto de doce e doce a gente tem que ter aqui nas mãos, eu prefiro os chocolates, sabe? E os que são meio - amargo? Também andam bons no período A estação ainda não mudou, os cafés ainda estão na mesa e os abraços não se desenlaçam assim Eu não escolho a quem conhecer, fecho os olhos e aponto para todas as voltas que o universo cons...

Sobre o Jornal

Não sei se é de ontem, de hoje ou de amanhã. Ganhei um jornal, fiz poesia. Senti um abraço, sem laço, sem dó, sem perca, sem mais. Faço caretas, desfaço os nós, quebro os copos, sujo a casa. Li, reli, senti, resolvi rasgar. Peguei pedaços, colei no papel, fiz uma carta, mandei pra alguém. Sem ter endereço, começo, meio ou fim. Juntei palavras, ouvi poucas falas e sai. O que aconteceu por aqui? Eu ganhei um jornal.

Inesperadamente esperando

Esperando mais há sempre desespero. Na expectativa eu aperto as mãos, lavo as louças e deixo as roupas jogadas pela casa. Perco o sono, mas não o sonho de mais dia, de mais sol, de mais mundo. Eu sentiria sua falta se houvesse algum tipo de saudade, mas fiquei parada algum tempo ali na porta e muita gente passou. Joguei coisas pela janela, guardei os livros e viajei pra casa. Peguei as roupas e guardei mal passadas, disfarçando a agonia. Falei demais, mas nunca tive problemas com a monotonia de ser um menos ou igual. Fiquei vermelha, escutei uma música e fingi indiferença, inesperadamente eu estava esperando. Me perdi no raciocínio, voltei atrás e decidi parar. Não quero mais perguntas, não sei de mais razões,já pode ir, já pode deixar de estar, porque não há nada além de ser.