Esperando mais há sempre desespero. Na expectativa eu aperto as mãos, lavo as louças e deixo as roupas jogadas pela casa. Perco o sono, mas não o sonho de mais dia, de mais sol, de mais mundo. Eu sentiria sua falta se houvesse algum tipo de saudade, mas fiquei parada algum tempo ali na porta e muita gente passou. Joguei coisas pela janela, guardei os livros e viajei pra casa. Peguei as roupas e guardei mal passadas, disfarçando a agonia. Falei demais, mas nunca tive problemas com a monotonia de ser um menos ou igual. Fiquei vermelha, escutei uma música e fingi indiferença, inesperadamente eu estava esperando. Me perdi no raciocínio, voltei atrás e decidi parar. Não quero mais perguntas, não sei de mais razões,já pode ir, já pode deixar de estar, porque não há nada além de ser.
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