E nem mesmo a tal filosofia explica os tais laços, amarras, nós, entranhas e afins que temos na vida. Não há livro que descreva os altos e baixos, idas e vindas e as voltas que voltam. Tanto que eu pisquei os olhos e perdi os bons minutos no espaço do cheio, que tornou-se vazio. E porque dizem que viver é assim, um passeio sem volta, uma volta sem tempo, um tempo sem demora. Não somos conceitos definidos, somos o ente e a essência de não ser algo, somos um tipo de potência e ato. Mas há bem mais, que não se sabe em palavras, gestos ou expressões. Há um tipo de sentimento oculto que move, repousa, torce, arranha e grita do mundo pra nós e de todos pra um. Há música, solos e muitos duetos, há gaita, flauta e até guitarra,há poemas, letras e cartas, há tanta coisa escondida na ínfima teia do corpo que se reflete nos mundos possíveis da gente. Perdi os medos, os receios, ganhei seus jeitos, um sorriso, poucos dias, um desejo sem medidas. Curtamente grosso esse não passar a vida a limpo, tenha compostura pra aguentar, sem tremer, sem gaguejar e viver o dia- a - dia, da rotina do seu não estar. Porque não há filosofia que me explique o que fazer, do não fazer.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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