E nem mesmo a tal filosofia explica os tais laços, amarras, nós, entranhas e afins que temos na vida. Não há livro que descreva os altos e baixos, idas e vindas e as voltas que voltam. Tanto que eu pisquei os olhos e perdi os bons minutos no espaço do cheio, que tornou-se vazio. E porque dizem que viver é assim, um passeio sem volta, uma volta sem tempo, um tempo sem demora. Não somos conceitos definidos, somos o ente e a essência de não ser algo, somos um tipo de potência e ato. Mas há bem mais, que não se sabe em palavras, gestos ou expressões. Há um tipo de sentimento oculto que move, repousa, torce, arranha e grita do mundo pra nós e de todos pra um. Há música, solos e muitos duetos, há gaita, flauta e até guitarra,há poemas, letras e cartas, há tanta coisa escondida na ínfima teia do corpo que se reflete nos mundos possíveis da gente. Perdi os medos, os receios, ganhei seus jeitos, um sorriso, poucos dias, um desejo sem medidas. Curtamente grosso esse não passar a vida a limpo, tenha compostura pra aguentar, sem tremer, sem gaguejar e viver o dia- a - dia, da rotina do seu não estar. Porque não há filosofia que me explique o que fazer, do não fazer.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
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