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Mostrando postagens de julho, 2012

Passagem

Não se irrite meu bem, mas não estou pra romantismo. Passo longe de igrejas, parques, lagos, sorveterias e do cinema. Meu coração não é de ferro, sabe por que? Porque ferro derrete. Não é que eu deseje a infelicidade pra alguém, pelo contrário, fazer os outros felizes é um bom modo de vida. Mas, não me venha com convites, com deslizes, com desculpas, ou quem sabe até algumas palavras ao pé do ouvido. Preferi me sentar só quando você passou. E não estamos falando de amor, e muito menos decepção, a conversa é sobre opção. Optei em me importar menos, em gostar mais e em viver bem. Não há porque de solidão e nem de companhia já que o mundo é todo nosso.

Chame-se

Ei, ei, você mesmo! Não está me ouvindo? Porque? Me diga porque então segue andando por aí, se não ouve, não fala, não responde, não agride e não decide por nada, ninguém ou à mim. Não fale demais, não viva de menos, não se sinta perdido onde não há achados, procurados ou sem rumo. O mundo é grande, mas por aqui está se tornando pequeno como uma gota da chuva, mas me diga a diferença que algumas poucas gotas fariam em meio a seca? Sim, podemos seguir ou olhar para o lado,essencialmente  vivemos dos outros esquecendo do eu, do nós e de endereço. Volte pra casa, volte pra dentro, volte para o caminho e escute calado, pois há muito a dizer.

Filosofia,talvez.

Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim,  mesmo estando ainda mais  dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)

Sobre quem sabe o Nada

Isso aqui não é pra ser sobre amor ou sobre "desamor", sobre palavras cruzadas ou cartas jogadas fora do baralho e todas mais as coisa da vida.  Por esses dias não tinha prosa e nem poesia, não teve festa, não teve mar e o sol desapareceu aqui de casa. Não é que eu me incomode, pelo contrário, dias de chuva são bonitos pra quem sempre se molha da vida. Não pensei em me incomodar, nem em ver, muito menos pensei em falar sobre o caso, do descaso de ser menos ou demais.  Mas vi, ouvi, reli e deixei interpretar por mim tudo aquilo que li atrás. Eu vi a letra, a mão, o cabelo, o jeito, o desajeito e mais um pouco. De repente, peguei caneta e papel e escrevi sobre nada, porque o nada parecia dizer mais sobre tudo, do que um dia se percebeu. Não é posse, não é amor, não é ilusão, não é sentimento, não é perca, muito menos paixão, não é nada meu bem o que anda acontecendo aqui dentro de casa.

As Asas do Ar

Meu pai disse assim: Mas menina,você gosta demais de ficar no ar, no alto, no céu, por aí. Eu desejei voar, fiz asas pra sair, sem data, com rumo,pra longe. Mas se foi,deixou aberta a porta da saída sem volta. Mas, eu voltei, deixei pra trás saudade,sol e o mar. Querendo abraçar o mundo, eu cai e chorei. Corri pro lado contrário do vento, pro lado da rua que estávamos nós, separados pelo desconhecimento do tempo. Juntei palavras e fiz poemas, peguei os pedaços e fiz outras asas. Já diziam por aí que não tem problema não, porque eu posso ser tudo, o nada, do que eu quiser. Nossas estradas não são as mesmas, nossos caminhos não se cruzam, nossas almas não são gêmeas, porque eu vivo no céu, eu vivo no alto, eu sou do ar, eu quero o longe, o perto, o mundo de novo.