Isso aqui não é pra ser sobre amor ou sobre "desamor", sobre palavras cruzadas ou cartas jogadas fora do baralho e todas mais as coisa da vida. Por esses dias não tinha prosa e nem poesia, não teve festa, não teve mar e o sol desapareceu aqui de casa. Não é que eu me incomode, pelo contrário, dias de chuva são bonitos pra quem sempre se molha da vida. Não pensei em me incomodar, nem em ver, muito menos pensei em falar sobre o caso, do descaso de ser menos ou demais. Mas vi, ouvi, reli e deixei interpretar por mim tudo aquilo que li atrás. Eu vi a letra, a mão, o cabelo, o jeito, o desajeito e mais um pouco. De repente, peguei caneta e papel e escrevi sobre nada, porque o nada parecia dizer mais sobre tudo, do que um dia se percebeu. Não é posse, não é amor, não é ilusão, não é sentimento, não é perca, muito menos paixão, não é nada meu bem o que anda acontecendo aqui dentro de casa.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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