Meu pai disse assim: Mas menina,você gosta demais de ficar no ar, no alto, no céu, por aí.
Eu desejei voar, fiz asas pra sair, sem data, com rumo,pra longe. Mas se foi,deixou aberta a porta da saída sem volta. Mas, eu voltei, deixei pra trás saudade,sol e o mar. Querendo abraçar o mundo, eu cai e chorei. Corri pro lado contrário do vento, pro lado da rua que estávamos nós, separados pelo desconhecimento do tempo. Juntei palavras e fiz poemas, peguei os pedaços e fiz outras asas. Já diziam por aí que não tem problema não, porque eu posso ser tudo, o nada, do que eu quiser. Nossas estradas não são as mesmas, nossos caminhos não se cruzam, nossas almas não são gêmeas, porque eu vivo no céu, eu vivo no alto, eu sou do ar, eu quero o longe, o perto, o mundo de novo.
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