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Mostrando postagens de 2014

As Vestes de Amar

Quem é você que vive e que ama? Quem somos nós que amamos tanto, tantos e outros e agora, depois, pra nunca mais olhar pra trás, pra não falar mais. Não minta para si mesmo meu caro, quem é você que ama um e deseja tantos, são seus olhos que não são impedidos por esse amor de ver toda essa beleza das curvas humanas que contornam o universo. Será então fantasia ou ficção esse amor puro que só deseja um, que se veste do um, que se move no um; mas o mundo é tão múltiplo, são múltiplos corpos, de um desejo sem fim, são faces escuras tentando uma luz, apagando, acedendo. Meu amor não se esconda, atrás das suas mãos sujas, não faça falsas promessas daquilo que eu também não vou cumprir. Quem é você, quem somos nós com esse amor, que fere, que mata, que desama, que desanda nas ladeiras dos carnavais, que é lembrança como água do mar, que aquece quando esfria, que é tão frio que queima, que dói, que dor. É você com esse livro debaixo do braço e contas pra pagar que planeja amar? Até quando? A...

Choveu

Não temos do que ter medo, minha partida já é certa desde o dia em que sentei ao seu lado, parti dali e você não se importou, parti tantas vezes de avião, de ônibus, pra longe, ver o mar, o amor, voltei pra casa tantas vezes e você não se importou. Por que eu ia voltar? Não. É porque a partida só existe quando fomos e quando vamos somos apenas lembranças, não existimos na realidade e se não existimos na realidade concreta, somos lembranças e lembranças são duramente esquecidas, as vezes ou sempre e então não são mais nada. Veja bem,  é como uma lei da vida, somos a chuva que caiu anteontem e hoje é só memória, foi tão boa, não foi? O barulho, o cheiro, o gosto da chuva, mas a terra secou,porque veio o sol. Sempre vem sol depois de chuva e chuva quem sabe outro dia e nunca a mesma chuva, porque assim como ela voltamos (quando voltamos) diferentes. Isso não tem nada de drama e nem de história de amor mal acabada, acaba sempre pra quem sabe pontuar bem essas páginas da vida. Amor, nã...

Roda Gigante

Tudo começa de novo, uma rotina que termina em um sono pesado, cansada ela não lê mais, ela não ri mais, cansada ela não é, o mundo é por ela.  O mundo é duro como as pedras no meio do caminho, ele não espera você desviar, você girar, porque ele gira, feito roda gigante, aquela que mamãe tinha medo que eu fosse porque eu poderia cair. Mas, mãe eu cai e foi no mundo, doeu, hoje já não dói mais. E a vida essa que você leva ou que leva você, essa que não espera você chorar todo esse desespero de ser sempre aquilo que você não é, mas o que você é mesmo? Ou o que você não é? Definições, que vã filosofia que só explica na linguagem os conceitos de uma realidade na qual as teorias da psicologia são especulações do que poderia ter sido ou pode ou será?! Tudo começa de novo,mais um dia e que pena que eu não consigo criar laços, que eu não consigo amar pra ficar mais tempo,um tempo que eu não quero já que ele próprio me roubou da infância e me trouxe pra longe de casa, não me deu segurança,...

Rima que Casa

Era o dia, moça bonita de vida feita, alegria completa. Vestido branco, cabelo arrumado, não chora, não borra a maquiagem,porque a gente te espera. Você esperou, a espera pesa neste sonho real de ser feliz. Esse amor que cresce, amadurece e casa. Casa e vai pra casa ser amor dividido em dois, partilhado no arroz e feijão, no cuscuz, no sol de cada dia que vai amanhecer e como amanhece cedo nessa terra. Amor que briga, que chora, que grita, que silencia, que tem paciência e que transforma. É como diz Leminski: " Amor, então,  também, acaba?  Não, que eu saiba.  O que eu sei  é que se transforma  numa matéria-prima  que a vida se encarrega  de transformar em raiva.  Ou em rima." E que rime a vida inteira, no poema, na música, no bom dia ou no eu te amo. Uma rima sem fim, que complete os espaços, os quartos, os anos de vida. Que envelheça junto esse amor, que as rugas venham, os cabelos enbranqueçam e a rima continue     ...     a...