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Roda Gigante

Tudo começa de novo, uma rotina que termina em um sono pesado, cansada ela não lê mais, ela não ri mais, cansada ela não é, o mundo é por ela.  O mundo é duro como as pedras no meio do caminho, ele não espera você desviar, você girar, porque ele gira, feito roda gigante, aquela que mamãe tinha medo que eu fosse porque eu poderia cair. Mas, mãe eu cai e foi no mundo, doeu, hoje já não dói mais. E a vida essa que você leva ou que leva você, essa que não espera você chorar todo esse desespero de ser sempre aquilo que você não é, mas o que você é mesmo? Ou o que você não é? Definições, que vã filosofia que só explica na linguagem os conceitos de uma realidade na qual as teorias da psicologia são especulações do que poderia ter sido ou pode ou será?! Tudo começa de novo,mais um dia e que pena que eu não consigo criar laços, que eu não consigo amar pra ficar mais tempo,um tempo que eu não quero já que ele próprio me roubou da infância e me trouxe pra longe de casa, não me deu segurança, nem comida e nem um emprego. Tudo começa de novo, os dias passam e a gente não pensa na morte, a eternidade parece tão possível, o engano também é uma forma de vida. O novo não é mais surpresa porque ficou velho, surpresa foi ver o mar pela primeira vez e porque as emoções assim não voltam pra gente dar replay dez vezes; porque tudo torna- se mais um hábito. A tudo nos adaptamos e aceitamos uma realidade que nem precisa ser nossa, eu queria gritar, mas eu não posso, mais uma vez silêncio. Tudo é tão natural, normal de ser, mas onde mora o novo, o novo do velho? Por que eu só to vendo aquela velha opinião formada sobre tudo? É tanta gente chata pelos cantos, cervejas quentes, coisas mau faladas, amores que não existem, sonhos que não são nossos, planos que eu fiz, dias que eu não vivi. Ah como eu to cansada, porque amanhã você sabe começa tudo de novo, começa tudo de velho...de novo. 

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Volta - se a ser

depois de um carnaval a gente nunca sabe o que é ficou vazio, o que era cheio de coisa era alegria pra tudo quanto é lado era versinho de marchinha, música de Baiana trio de um rio de gente, era mar depois de um carnaval a gente nunca sabe o que fica Salvador meu amô, sente essa música dança comigo, me dá teu colar? segura a minha mão, me deixa ficar tô aqui depois de um carnaval a gente nunca sabe quem chega na bagunça da casa , arruma essa vida acalma tua alma é ser feliz demais nessa terra eu preciso é dormir chega ele, depois de um carnaval a gente nunca sabe quem é se confunde com o tudo, olha para os lados, o caminho sumiu volta - se ao mundo, o novo te assusta? eu não sei o que é ser mas, depois desse carnaval na Bahia, tudo é.
A vida tende a ser infinita em sonhos Tende a ser bonita em planos Tende a ser triste sem você A vida tende a ser real aqui. Dedicado ao meu eterno amigo Renan.