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Mostrando postagens de 2011

O melhor lugar do mundo

Tem uma tal de alegria invadindo aqui, porque hoje eu lembrei daquele vento da tua sacada,que dava pra rua da padaria. Que saudade lembrar da tua casa grande e bonita, cheia de gente rindo das minhas histórias. A menina do sul vinda do frio, querendo conhecer a origem da própria alegria. Chegou como nada e de repente fez parte de tudo. Eu não conhecia a imensidão do mar e ontem me lembrei daquela brisa, que invadia os nossos almoços na beira da praia. Daquele sotaque que fez um coração bater mais forte e daquele abraço, que faz até hoje uma lágrima cair desses olhos. Quantos risos daquelas festas de rua, daquelas noites passadas em claro e daqueles telefonemas no dia seguinte pra contar as noticias. A que vontade de voltar para perguntar mais uma vez: Porque o sol nasce tão cedo aqui mesmo? Ou, pra dizer com aquela cara de boba, que lá na minha terra isso não se chama assim não. Pra ver aquela gente sofrida que traz no rosto uma felicidade, bem mais valiosa que todo o dinheiro que eu...

Era Uma vez, só uma.

Era uma vez... uma menina que acreditava em conto de fadas, adorava chorar, mas tinha medo de sofrer. Escrevia um diário, tinha uma história, fazia sorrisos e guardava alegrias. Um dia ela saiu do seu quarto e descobriu que o mundo não é como seus olhos viam que as pessoas abraçam e mentem, que o tempo passa e machuca, que paixão fere, dói e cicatriza. Outro dia ela resolveu sair de casa e descobriu que tudo o que se pode sonhar ainda é pouco diante daquilo que há lá fora. Ela percebeu que as diferenças constroem a vida e que a vida é construída pelas diferentes pessoas que nela passam, ficam ou deixam. A menina viu que era pouco e resolveu sair por ai,descobriu então que se pode ter várias famílias ,mas que casa é só uma esteja onde estiver. Descobriu que dinheiro deixa felicidade, mas não compra o amor que preenche espaços. E de repente porque a menina acreditava em conto de fadas ele existiu, sem um final feliz já que não houve tempo de escrever muitas linhas de uma grande his...

Distante

Lembranças se dissipam entre o passado presente,os dias começam a parecer sonhos que jamais se fizeram reais.Trazendo consigo a imagem daquele rosto,que se fez eterno na mente da menina. Aquela pequena dos grandes planos,o eu do meu desejo de conquistar o mundo...o mundo dos teus olhos.Aqueles que na multidão das ruas mostraram a arte de se viver olhando fotografias.O medo de se perder o que não se teve e a alegria do futuro que mora logo ali. Distante são os passos que aproximam aquelas vidas, vivo está o cheiro de mar que ficou aqui na pele, doce são as palavras que eu ouço no silêncio e salgadas são as lágrimas da ausência.

A quem sente

Não,não aqueles que sentem as coisas de maneira simples e clara, mas aqueles que sentem a confusão e a incerteza de viver todos os dias. Aqueles que choram por aquilo que ainda não chegou, planejando um futuro tão incerto quanto si mesmo. Para nós que temos sentimentos grandes como o mundo, mas somos pequenos como uma gota e frágeis como folhas secas de árvores,que provavelmente cairão nessa ou na próxima estação. A todos que não conseguem amar ou odiar só um pouco, já que os sentimentos costumam não se encaixar na regra do meio-termo. Porque somos daqueles que bebem saudade e se embriagam de lágrimas, que sentem a alegria e a dor que nos rodeia. Que transformam instantes em uma vida,sonhos em realidade e planos em motivos para estar do seu lado. Aqueles que se entregam intensamente a tudo e a cada minuto, porque somos aqueles que não vieram aqui para viver a metade, mas sim, o todo.Viemos aqui para sentir o sol queimar, o vento gelado no rosto, o gosto amargo do fracasso e o cheiro b...

História.

E essa tal ausência dos teus beijos, da segurança das tuas mãos e do aperto dos teus braços. Uma saudade daquilo que ainda não foi meu nem teu, do que ainda não foi possuído, tomado e dito. Uma lembrança do encontro, do dia, de uma história que se fez e de uma vida que há de vir. Ah, essa distância que fez surgir lágrimas que separam corpos, mas não aqueles sonhos que se juntaram nos olhares. Ah mas , que tristeza que deixa o coração aflito, a alma angustiada e a razão perdida.Vem junto aquela dor que não se escreve,que não se vai mas, que aqui dentro se sente como nunca nada sentiu. Bom é que viesse logo a hora que o esperar não mais se cansaria, em que a realidade pequena ficaria diante do acontecer de tantos planos. Tempo passa logo, e deixa essa história juntar nessa vida tão confusa, o mais claro dos amores.