E essa tal ausência dos teus beijos, da segurança das tuas mãos e do aperto dos teus braços. Uma saudade daquilo que ainda não foi meu nem teu, do que ainda não foi possuído, tomado e dito. Uma lembrança do encontro, do dia, de uma história que se fez e de uma vida que há de vir. Ah, essa distância que fez surgir lágrimas que separam corpos, mas não aqueles sonhos que se juntaram nos olhares. Ah mas, que tristeza que deixa o coração aflito, a alma angustiada e a razão perdida.Vem junto aquela dor que não se escreve,que não se vai mas, que aqui dentro se sente como nunca nada sentiu. Bom é que viesse logo a hora que o esperar não mais se cansaria, em que a realidade pequena ficaria diante do acontecer de tantos planos. Tempo passa logo, e deixa essa história juntar nessa vida tão confusa, o mais claro dos amores.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
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