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Mostrando postagens de novembro, 2012

Porque,por favor.

Só queremos um mundo mais bonito, por favor. Gentileza aos pedestres, água as flores. Bicicletas ao invés de carros, chuva fina, vento frio. Que haja primaveras, verão e praia limpa. Que para o sol sempre um começo, que a noite haja cama e cobertor. Que no inverno venha companhia e brigadeiro. Que  de distâncias físicas façam-se amores metafísicos. Que pra sua dor haja abraço. Que pra minha ausência uma foto que você levou. Menos separações e mais laços, mais virgulas para tantos pontos. Um sorriso para um céu tão lindo, um aceno pra um conhecido, um bom dia para qualquer um. Mais hoje pra tanto amanhã, mais futuro pra pouco tempo. Mais de você aqui, mais dos outros em mim. Que seja doce,amargo, todas as cores e sabores enfim, seja uma vida mais alegre, por favor. Menos preconceito a nossos filhos, mais coerência no país da bandeira que descreve a ordem. Mais música, poesia, palavras soltas e cruzadas. Vamos dançar até os dias passarem na segurança do nosso nós. Mais livros, café ...

Um Impreciso Ausente

Não é nada como uma crise. É algo como um vazio do ser de outro, da companhia, do verso, estrofe,do som alto e desenvolto. Precisa-se de mais almas menos ausentes, corpos serenos, mãos apertadas. E o que há de mais bonito em toda a completude. Se não há infinito, que haja finito apenas, breve,contente e possível. Não importando assim toda a loucura que nos rodeia, enfim seremos como normais dançando embaixo da chuva, comendo chocolate e pipoca ou jogando conversa fora pelos dias afins. E quem não espera? Um tipo de amplitude maior daquilo que já se possui, uma soma, um lapso de frio na espinha ou quem sabe um canto não mais sozinho. É tão impreciso como futuro, contingente como meus bons feitos e necessário para o mundo girar, na sua volta de roda gigante nada romântica. Não se tem grandes pretensões  em certos dias do ano, mas quando se dorme quer se um lado, quando se chora um ombro, quando esfria um cobertor, quando faz calor um ventilador, um mar, um boa noite. Breve, constant...

Vale Mais

A vida passa assim, passageira pela janela de casa sem deixar muitos rastros, poucos passos, muitos gastos. Parece até mesmo que não vivemos tudo o que é possível, não há maneiras de se dizer o vasto, o contínuo e toda a loucura que nos cerca. Construímos paredes,muros, dispersamos em meio ao mundo, sem data, sem nome, sem pudor. Não há nada que me impressione lá fora e aqui dentro tudo já se acostumou a mim. Nossas relações fugazes e eternas, nossos suspiros e espirros, um ar sem fôlego. Há olhares perdidos, achados em meio a corpos desconhecidos. Em meio a tantos fins não há disposição de viver as dores dos abraços de despedida, dos empregos perdidos,dos amores não correspondidos.  E de repente o que era machucado, tornou-se cicatriz. E todo o resto se desfez em nossa frente. Não tenham medo, meus caros. Viver exige demais, a mais, um preço válido.

Sem muitas Palavras

Não há nada no mundo que eu não possa ver em suas mãos. Um dia eu fui pequenininha, você me pegou no colo pra eu dormir, pra eu comer, pra mostrar que minha dependência de você era para o resto da vida. Não nos acostumamos que eu cresci e que eu já não ia mais acordar de manhã nos dias frios pra ver o orvalho da grama com você. Desde então o que restou foi nossa instável relação de amor. Pai, o que a vida fez de você foi o mais importante da minha vida. O que os anos trouxeram pra nós foi alegria de sermos assim como somos, de cara feia, briga feita, casas separadas e um amor nunca dito. Ao meu grande pai. 

A mais por Demais

E como o transcendente desejo corre nas veias, um frio na espinha, um vazio em si. Não haveria porém explicações, afinal o que estamos fazendo? E se de repente você se cansar, do que nada te prende aqui, somos como bons amigos e vamos deixar um pouco de nós um com o outro. Eu me fiz, me despi e me refiz em todos os cantos do mundo e ainda assim não há fórmula para a completude. E todo o amor que abarca os nãos que foram ditos, as férias perdidas, as idas e não voltas, há em cada um algum sentido. E de repente as paredes foram erguidas, os muros são altos e eu já não alcanço pular. Sou pequena demais pra sorte que me falta. Mas, nada que me impeça de beber um pouco a mais ou de viver um pouco demais, por aí.