Era o dia, moça bonita de vida feita, alegria completa. Vestido branco, cabelo arrumado, não chora, não borra a maquiagem,porque a gente te espera. Você esperou, a espera pesa neste sonho real de ser feliz. Esse amor que cresce, amadurece e casa. Casa e vai pra casa ser amor dividido em dois, partilhado no arroz e feijão, no cuscuz, no sol de cada dia que vai amanhecer e como amanhece cedo nessa terra. Amor que briga, que chora, que grita, que silencia, que tem paciência e que transforma. É como diz Leminski: "Amor, então, também, acaba? Não, que eu saiba. O que eu sei é que se transforma numa matéria-prima que a vida se encarrega de transformar em raiva. Ou em rima." E que rime a vida inteira, no poema, na música, no bom dia ou no eu te amo. Uma rima sem fim, que complete os espaços, os quartos, os anos de vida. Que envelheça junto esse amor, que as rugas venham, os cabelos enbranqueçam e a rima continue ... a se transformar em amor.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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