Não sei se é de ontem, de hoje ou de amanhã. Ganhei um jornal, fiz poesia. Senti um abraço, sem laço, sem dó, sem perca, sem mais. Faço caretas, desfaço os nós, quebro os copos, sujo a casa. Li, reli, senti, resolvi rasgar. Peguei pedaços, colei no papel, fiz uma carta, mandei pra alguém. Sem ter endereço, começo, meio ou fim. Juntei palavras, ouvi poucas falas e sai. O que aconteceu por aqui? Eu ganhei um jornal.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
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