É muito vento pra pouca árvore é muita mentira pra pouca gente que mora aqui, sai e só vai, não olha, não volta atrás. Porque não se tem o caminho pra voltar, eu vim e tratei de trazer comigo toda a minha paciência, o suficiente está retido em mim, sem dor. O céu clareou depois da chuva dessa tarde, eu caminhei com os pés descalços, molhei as mãos, lavei a alma da falta que nunca existiu. Me perguntam por aí, o que é isso que acontece? Acontece com o mundo que saiu do lugar, no meu sono eu fingi que a verdade, era a mentira que estava escrita, reconstruída nos dias que passaram. Reescrevi uns poucos versos, avessos e aversos a boa educação, preferi não pensar em nada, não mentir pra quem quiser que seja. Agora deixa tudo como está e não está, veja meu bem se eu dei a permissão pra alguém roubar o meu sossego, devolve a minha auto-definição e deixa ai em cima o resto, que restou, depois da chuva dessa tarde.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
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