Eu
nunca gostei do simples, do barato, do igual, do mesmo lugar ou das mesmas
pessoas. Isso porque a gente muda incessantemente quando cada minuto vai embora,
sou adepta da teoria do ser e do não-ser. Sempre quis achar um príncipe
encantado, mas ele sempre se perdeu no meio do caminho pra minha casa. Nunca gostei desses casais que parecem ter
parado no tempo, vivendo a mesmice do dia-a-dia, sinto arrepios de pensar em
estar do lado de alguém que não faça as coisas serem diferentes. Pra mim boas histórias de amor são como nos
filmes, algum tempo depois... ficaram juntos e viveram felizes para sempre. E
quem disse que isso não pode acontecer? Mas, se não acontecer não importa
muito, já que pra mim emoção mesmo é se apaixonar em um instante e lembra-lo
enquanto tudo isso for bom. E se tivesse sido assim?! O tempo passa a ser algo totalmente relativo
na vida de quem gosta do que é instantâneo. Não consigo me acostumar com a maldita rotina
de possuir o outro. Até porque somos infinitamente livres dentro de si mesmos e
não há nada mais triste que possuir a liberdade do outro. Vamos viver o que é fugaz, rápido, demorado ou
instantâneo, assim juntos ou separados, sentindo essa doce emoção de gostar dos
outros, de mudar com os outros, de se apaixonar pelos outros e tantos e quantos
forem assim.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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