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O instantâneo


Eu nunca gostei do simples, do barato, do igual, do mesmo lugar ou das mesmas pessoas. Isso porque a gente muda incessantemente quando cada minuto vai embora, sou adepta da teoria do ser e do não-ser. Sempre quis achar um príncipe encantado, mas ele sempre se perdeu no meio do caminho pra minha casa.  Nunca gostei desses casais que parecem ter parado no tempo, vivendo a mesmice do dia-a-dia, sinto arrepios de pensar em estar do lado de alguém que não faça as coisas serem diferentes.  Pra mim boas histórias de amor são como nos filmes, algum tempo depois... ficaram juntos e viveram felizes para sempre. E quem disse que isso não pode acontecer? Mas, se não acontecer não importa muito, já que pra mim emoção mesmo é se apaixonar em um instante e lembra-lo enquanto tudo isso for bom. E se tivesse sido assim?!  O tempo passa a ser algo totalmente relativo na vida de quem gosta do que é instantâneo.  Não consigo me acostumar com a maldita rotina de possuir o outro. Até porque somos infinitamente livres dentro de si mesmos e não há nada mais triste que possuir a liberdade do outro.  Vamos viver o que é fugaz, rápido, demorado ou instantâneo, assim juntos ou separados, sentindo essa doce emoção de gostar dos outros, de mudar com os outros, de se apaixonar pelos outros e tantos e quantos forem assim. 



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