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Dos dias.

Não queremos amar, pois o amor nos afasta de nós e nos aproxima do outro e sabemos quão grande é o medo que temos de nos perder de nós. Não queremos verdades, pois nossa alma tem uma sede imensa de mentiras. Não queremos silêncio, pois o som das palavras tem poder de iludir nossas mentes. Não queremos dor e nem prazer ,o que desejamos é viver imunes a qualquer sentimento. Não desejamos as lágrimas, mas aceitamos os falsos sorrisos que nos encantam em um ínfimo instante. Não queremos mentes brilhantes, mas desejamos os corpos perfeitos. Não queremos voar porque temos medo de cair, não queremos tentar porque o erro significa derrota. Desejamos o infinito, mas não fazemos nem mesmo a pequena parte que nos foi destinada. Nos apaixonamos a cada instante pela utilidade do outro,e fingimos amor a cada doce bom dia. Somos fortes, até encontrarmos os primeiros olhos que nos farão fracos diante das tardes de sol. Arriscamos o pouco acreditando que é tudo. Esperamos sempre mais, de onde não há nada. Criamos pessoas, planejamos momentos, acreditamos em futuro e assim temos o grande poder de tornar real a decepção de viver. Esperamos o amanhã, como se o hoje não existisse. E a eternidade então parece pouco para quem não acredita no fim.

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receita:  no primeiro dia, chore,  no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas.  no terceiro dia, escute sua música predileta  e, dance.  na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de  desilusão.  vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos  até o dedinho do seu pé vai doer,  porque sentir sempre dói  sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós  já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue  porque daqui 30 dias vem um carnaval

Volta - se a ser

depois de um carnaval a gente nunca sabe o que é ficou vazio, o que era cheio de coisa era alegria pra tudo quanto é lado era versinho de marchinha, música de Baiana trio de um rio de gente, era mar depois de um carnaval a gente nunca sabe o que fica Salvador meu amô, sente essa música dança comigo, me dá teu colar? segura a minha mão, me deixa ficar tô aqui depois de um carnaval a gente nunca sabe quem chega na bagunça da casa , arruma essa vida acalma tua alma é ser feliz demais nessa terra eu preciso é dormir chega ele, depois de um carnaval a gente nunca sabe quem é se confunde com o tudo, olha para os lados, o caminho sumiu volta - se ao mundo, o novo te assusta? eu não sei o que é ser mas, depois desse carnaval na Bahia, tudo é.
A vida tende a ser infinita em sonhos Tende a ser bonita em planos Tende a ser triste sem você A vida tende a ser real aqui. Dedicado ao meu eterno amigo Renan.