Seu melhor vestido continua guardado, pois era o último abraço e ele não percebeu.
Sentou-se e não a olhou nos olhos, não há homens pra isso.
E com um banho de chuva lavou toda a sujeira do mundo.
Sentiu-se limpa, mas não pura, pois as marcas ficaram em uma breve memória.
A luz se apagou, todos se dispersaram e ela ficou, com seu vestido mais velho.
Na sua doce loucura, breve foram seus desejos, tornou-se então um devaneio de si.
E como fumaça todas as coisas ruins se foram no ar. Não há tempo para lamentar-se, a culpa recairá sobre seus poemas não dedicados.
Os ventos virão para salva-lá, jogando seu bonito cabelo e trazendo boas notícias.
Os trovões ressoam para avisar que o perigo passou e que o dia será de sol, calor e todo o seu sorriso.
Não chore pequena, a maquiagem pode borrar, não passe seu vestido novo pra hoje, espere, contenha-se, pois a sua festa ainda não começou.
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