E caminhava, um sol na cara, um vazio no peito,sem vergonha, alheia ao mundo, dentro das tuas histórias e centrada do lado esquerdo da vida. Resumindo em versos seu desespero, sua espera, seus encontros infortúnios, fortuitos e desastrados. O copo de café explica suas linhas de expressão, os amigos se foram, seus amores não amaram filosofia e o resto de tudo um pouco se fechou. Fechou o tempo, o salário não subiu e o príncipe atrasou, pra não chegar mais. E assim se esvai e vai aumentando o sorriso,arrebentando os laços, sua voz então cala, afaga e grita. Meu peito sustenta toda a vã alegria de te ver passar, assim desajeitado, ajeitando os versos da sua história descompassada, no passo lento, parado olhando, andando olhando.Sua passagem por mim,foi feito o desfecho do defeito que atribui a você,se desfez e refez em mim aquela tal vontade que a gente tem de estar, de ser, se ater não em si,mas no outro e do outro assim embriagar-se de tudo, do todo como um, único e sós, a sós, em mim.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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