Eu sou luz acende, apaga, assopra e queima.
Eu sou folha que o vento leva e não volta mais.
Eu era música, poema ritmado, métrica falha com o mundo.
Eu sou ato, potência, o movimento dos corpos na dança dos fatos.
O ser e o não-ser em uma essência disposta ao oposto.
Eu era amor, eu fui saudade, eu sou lembrança viva em uma vida sem mar.
Era sol, era domingo, eram livros e sorvete, em Recife e o carnaval.
O avião e as nuvens, eu quero chuva e o trovão com a tempestade em copo d'água.
Eu tive sorte, a tua prosa, o teu caminho, eram meus. Os outros eram azar.
Eu sou a prova, o provador, caça em dia de presa, solta sem rumo, amarrada no passado, passageiro do trem.
Eu sou louca na sua calma, eu fui menina no teu abraço, alegria no teu rosto.
Eu sou a dor da sua falta, o espaço vazio que não se ocupa, não se mede,
e é assim que cabe tudo ou ninguém.
Portanto,eu sou sujeito, na esquina, a deriva, além, pra quem?
Eu era alma, eu sou corpo, os olhos do mundo, balanço do tempo, gira relógio.
Eu serei espelho das coisas, pronome nos versos, eu fecho as portas, você abre as janelas.
Assim, serei o pó, a poeira que a luz queimou.
...
A vela apaga eu sou escuridão.
Eu sou folha que o vento leva e não volta mais.
Eu era música, poema ritmado, métrica falha com o mundo.
Eu sou ato, potência, o movimento dos corpos na dança dos fatos.
O ser e o não-ser em uma essência disposta ao oposto.
Eu era amor, eu fui saudade, eu sou lembrança viva em uma vida sem mar.
Era sol, era domingo, eram livros e sorvete, em Recife e o carnaval.
O avião e as nuvens, eu quero chuva e o trovão com a tempestade em copo d'água.
Eu tive sorte, a tua prosa, o teu caminho, eram meus. Os outros eram azar.
Eu sou a prova, o provador, caça em dia de presa, solta sem rumo, amarrada no passado, passageiro do trem.
Eu sou louca na sua calma, eu fui menina no teu abraço, alegria no teu rosto.
Eu sou a dor da sua falta, o espaço vazio que não se ocupa, não se mede,
e é assim que cabe tudo ou ninguém.
Portanto,eu sou sujeito, na esquina, a deriva, além, pra quem?
Eu era alma, eu sou corpo, os olhos do mundo, balanço do tempo, gira relógio.
Eu serei espelho das coisas, pronome nos versos, eu fecho as portas, você abre as janelas.
Assim, serei o pó, a poeira que a luz queimou.
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A vela apaga eu sou escuridão.
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