As vezes a gente gasta tempo demais tentando caber na vida de alguém ou tentando fazer alguém caber nessa nossa vida, seja no espaço ou no tempo. As relações não funcionam como ir a uma loja, experimentar uma roupa e ela lhe parecer maravilhosa, e você levá-la então pra casa ou, ao contrário, ela ficar péssima e você joga-la de lado e procurar outra que lhe sirva melhor, tudo rápido, fácil e instantâneo. Mas, há quem pense que é exatamente assim (e isso é assunto pra outro texto, quem sabe sobre responsabilidade emocional).
O fato aqui é que o tamanho da vida dos outros, nem sempre se mede com a nossa fita métrica. O tempo da vida dos outros não se marca com o nosso relógio. Os ponteiros dos nossos relógios marcam horas diferentes, e que hora é a certa? Eu sou adepta da ideia de que toda hora é hora pra viver. Não há atribuição de valores aqui.
Há pessoas que transbordam e não cabem em espaços pequenos; há espaços vazios demais onde tudo cabe, e ninguém se encaixa. Há uma medida que não rima com a métrica dos poemas, há um tempo gasto que, meu caro, não volta mais. Há um tempo vivido que só se tornou lembrança e cabe no seu caderninho ou jogado no vento. E talvez seja melhor mesmo jogar e liberar certos espaços, porque pessoas vem e vão, mas há quem queira ficar.
Mas, cuidado só pra não se tornar acumulador do que nunca fica.
Há ponteiros que marcam minutos e outros segundos e eles estão em um mesmo relógio pra marcar as horas dessa vida, há certas medidas exatas que fazem bolos deliciosos ❤.
Não gaste tempo demais onde os ponteiros nunca vão marcar nada, ali provavelmente não há espaço pra você caber.
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