O vento que move as possibilidades chama-se tempo.
Houve assim um tempo em que machucar o joelho pelo tombo de bicicleta era a nossa maior dor.
A maior alegria vinha com os doces que a vó da gente trazia
E tanto se chorava com os tapas da mãe e fazia cara feia "pro" remédio de gripe.
Houve assim um tempo em que batemos as portas e não houve entendimento.
Não houve espaço e muito menos liberdade, aquela tal.
A maior alegria é a festa que o pai enfim deixou a gente ir.
E se chorava tanto pelo cretino do "amor da vida".
Houve assim um tempo em que fizemos a mala e saímos.
Amor então passou a ter outro significado, como a saudade de um colo de mãe, uma comida quentinha ou quem sabe até o remédio da gripe.
Há agora tanta liberdade pra ir, voltar ou não, que as vezes a gente se perde no caminho e fica um tempo em cada lugar ou no nosso lugar, seja ele onde for.
Houve assim um tempo de confusão, onde o mundo passou a ser pequeno para as nossas possibilidades.
Há agora vindo uma certa calma, como se o tempo enfim trouxesse nossos verdadeiros amores, firmasse nossas amizades e continuasse a escrever a passos firmes alguma certa história na direção do vento.
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