Pular para o conteúdo principal

Possibilidades do Vento

O vento que move as possibilidades chama-se tempo.
Houve assim um tempo em que machucar o joelho pelo tombo de bicicleta era a nossa maior dor.
A maior alegria vinha com os doces que a vó da gente trazia
E tanto se chorava com os tapas da mãe e fazia cara feia "pro" remédio de gripe.
Houve assim um tempo em que batemos as portas e não houve entendimento.
Não houve espaço e muito menos liberdade, aquela tal. 
A maior alegria é a festa que o pai enfim deixou a gente ir.
E se chorava  tanto pelo cretino do "amor da vida".
Houve assim um tempo em que fizemos a mala e saímos.
Amor então passou a  ter outro significado, como a saudade de um colo de mãe, uma comida quentinha ou quem sabe até o remédio da gripe. 
Há agora tanta liberdade pra ir, voltar ou não, que as vezes a gente se perde no caminho e fica um tempo em cada lugar ou no nosso lugar, seja ele onde for.
Houve assim um tempo de confusão, onde o mundo passou a ser pequeno para as nossas possibilidades.
Há agora vindo uma certa calma, como se o tempo enfim trouxesse nossos verdadeiros amores, firmasse nossas amizades e continuasse a escrever a passos firmes alguma certa história na direção do vento. 




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Infâmia

receita:  no primeiro dia, chore,  no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas.  no terceiro dia, escute sua música predileta  e, dance.  na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de  desilusão.  vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos  até o dedinho do seu pé vai doer,  porque sentir sempre dói  sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós  já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue  porque daqui 30 dias vem um carnaval

Volta - se a ser

depois de um carnaval a gente nunca sabe o que é ficou vazio, o que era cheio de coisa era alegria pra tudo quanto é lado era versinho de marchinha, música de Baiana trio de um rio de gente, era mar depois de um carnaval a gente nunca sabe o que fica Salvador meu amô, sente essa música dança comigo, me dá teu colar? segura a minha mão, me deixa ficar tô aqui depois de um carnaval a gente nunca sabe quem chega na bagunça da casa , arruma essa vida acalma tua alma é ser feliz demais nessa terra eu preciso é dormir chega ele, depois de um carnaval a gente nunca sabe quem é se confunde com o tudo, olha para os lados, o caminho sumiu volta - se ao mundo, o novo te assusta? eu não sei o que é ser mas, depois desse carnaval na Bahia, tudo é.
A vida tende a ser infinita em sonhos Tende a ser bonita em planos Tende a ser triste sem você A vida tende a ser real aqui. Dedicado ao meu eterno amigo Renan.