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Um Rascunho sem Título

A roda da vida gira, gira e não cessa de girar
deixando a morte aqui, aqui  mesmo do nosso lado
A dor corrói mentes, o vazio de tornar-se só amedronta 
e quem dera que as lágrimas deixassem de rolar
As folhas secas caem das árvores, 
mesmo que o vento não sopre 
Forte ou fraca a chuva de verão cai no inverno
As estações mudam, 
mas você não mudou de casa ainda 
O dia e a noite vem cada vez mais depressa 
O tempo consome sua pele, sua carne e toda a sua angústia
O mundo insiste em não parar,
na alegria, na saúde ou na doença
A água acaba, mas a sede não 
O sinal está fechado, pra nossa pressa
e toda a tua ânsia de viver parece infame 
O nosso maior amor tem outro amor maior
E toda a atual conjuntura, tornou-se velha
Frente aos acontecimentos somos poeira nos olhos
um rascunho com fim, um sopro sem força, uma roda girando.





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