No passo apressado eu me perdi de você. Acho que a gente nunca se encontrou nessa vida. Não pude me despedir, não houve momento breve, suspiro profundo e coisas assim. A fala se perdeu nesse meio termo que há entre você e o resto. Não é quente, não é frio, é morno. Mas, me diga é como pouco sal e pouca açúcar. Não é doce, nada salgado e nem ao menos amargo, o que eu sentiria então? Como algo agridoce? Como uma mistura? Ou como o nada? Eu não repreendo, não julgo, não aponto, mas lamento o esperar de querer muito,quase tudo, do pouco, profundo e igual. Você não viu? O trem passou, a chuva caiu, o sinal abriu, eu me fui e você ficou parado aí, olhando a banda passar. Contando quem sabe nos dedos, as desordens que eu causei. Mas, me diga amor o que acontece? Abra os olhos antes que o dia amanheça, não conte com os anos que vem, eles são traiçoeiros e os meus planos também. Corra, o trem passa de novo quem sabe, um dia qualquer, sem avisar.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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