E pra quem vai ser sempre indiferente não importa qual o dia. Não importa minha saúde ou alegria. E como os pássaros vem ao céu, eu vim à você, meia volta e você disse não acreditar. E não há risos, festa ou música, fiquei a espera do que deixou de vir. E na divisão de dois em um, somos anormais na nossa pretensão, ou não? E não seria eu se não fosse como é, mediante os meus fatos e desafetos. Deixando cabelos soltos, braços abertos e como uma não explicação da matéria e forma somos nós,ou talvez? E talvez você queira não desejar o que faz feliz, mas por mim o mundo pode até acabar, eu fiz. Eu me coloquei a sua frente, levemente sem pudor ou agonia, e agora? E agora, talvez ou não importa, a indiferença do nunca perceber, o todo da meia volta do seu lado, o lado oposto, o contrário.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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