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Janela

Abre essa cortina, deixa o sol entrar, deixa esse cabelo solto; observa o todo, torna as possibilidades reais, abraça o mundo, corre esse caminho, abandona tudo e recomeça. Sorri, chora e abraça. Não se cansa, não abaixa esses olhos pra toda essa beleza ai de frente. Eu quero dançar todas as músicas do mundo, quero mais noites acordadas e aquela música, quero um fim de semana todo dia, e pra que o resto? Resta toda uma tristeza de você não ser o que eu estava procurando. Porque a procura é insanamente incessante, este vazio aqui em mim está cheio de pouco, porque o que eu quero é tudo aquilo que ainda não tem sobrenome. Não me venha com as cervejas baratas de sempre, a conversa não tá pra isso, a desordem é geral, a bagunça é na tua vida, porque aqui tá tudo como é a minha casa, objetivamente no lugar, no espaço perdido do vácuo em silêncio, que eu imaginei todo o tempo. Me solta e não se atreva a tentar me seduzir mais. Eu tô aqui no meu canto, planejando o próximo passo dessa vida retamente torta na qual eu tô tentando me adaptar, nesta tal aventura que é não ter certeza de nada, nem de si, nem dele, nem de nós. 

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Infâmia

receita:  no primeiro dia, chore,  no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas.  no terceiro dia, escute sua música predileta  e, dance.  na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de  desilusão.  vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos  até o dedinho do seu pé vai doer,  porque sentir sempre dói  sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós  já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue  porque daqui 30 dias vem um carnaval

Volta - se a ser

depois de um carnaval a gente nunca sabe o que é ficou vazio, o que era cheio de coisa era alegria pra tudo quanto é lado era versinho de marchinha, música de Baiana trio de um rio de gente, era mar depois de um carnaval a gente nunca sabe o que fica Salvador meu amô, sente essa música dança comigo, me dá teu colar? segura a minha mão, me deixa ficar tô aqui depois de um carnaval a gente nunca sabe quem chega na bagunça da casa , arruma essa vida acalma tua alma é ser feliz demais nessa terra eu preciso é dormir chega ele, depois de um carnaval a gente nunca sabe quem é se confunde com o tudo, olha para os lados, o caminho sumiu volta - se ao mundo, o novo te assusta? eu não sei o que é ser mas, depois desse carnaval na Bahia, tudo é.
A vida tende a ser infinita em sonhos Tende a ser bonita em planos Tende a ser triste sem você A vida tende a ser real aqui. Dedicado ao meu eterno amigo Renan.