Ai! eu tropecei e você não tava lá pra me ajudar. Eu tava andando na rua e de repente eu te vi; pensei assim: lá vem aquele menino chato de novo, aquele menino bonito, não eu não pensei isso, mas tava vindo,você. Eu tava 'percebendo-se' em mim e despercebida da vida, dessas coisas todas que cercam, todas juntas em uma só, que dançam no universo segundo a música que eu canto toda a manhã quando eu acordo e você tá lá. E quando você não tá? Eu não canto. Eu não tô cantando, eu tô só contando as linhas que descrevem a minha filosofia e não a sua história. Não olha assim pra mim, eu não gosto. Meu desgosto é que o tempo não deixa a gente dormir,sabe. Abri a janela e o dia tava lindo, mas e se tudo der errado? Não vai, porque você promete que não vai? Fica mais,só mais um pouquinho. Espera e não adivinha a próxima frase. Para, não é assim, você tá cantando errado, você tá andando errado, você devia correr, agora não mais. O plano não era esse, o ano não era propício, as datas estavam erradas,o nosso aniversário é tão longe, mas os signos combinaram, meio assim, desse jeito sem graça que a gente tem. E aí? me diz o que vem depois disso tudo? Depois desses meus poemas, da minha mão fria, dos nossos pés juntos, dos vinhos abertos em cima da mesa e de todos os corpos celestes lá de cima, em cima, bem longe. Ai! eu tropecei de novo.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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