Somos enfim chuva, tocando corpos,ruas e terras. Somos enfim, sol nascendo e se pondo todos os pequenos dias do mês. Somos enfim, sós como as lembranças que deixei guardadas em caixas. Somos enfim, nós entrelaçados nas linhas da vida. Somos enfim, afeto nas intrínsecas relações do tempo. Somos enfim, saudade com a distância do que não volta. Somos enfim, infinito com aquilo que perdura por instantes na nossa conversa. Somos enfim, tudo do nada que temos. Somos enfim, definição, daquilo que temos dos outros. Somos enfim, poesia da música em prosa. Somos enfim, um esboço do desenho jamais reescrito.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
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