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A doce música cessou, as luzes se apagaram como o piscar dos meus olhos salgados de tantas lágrimas. Eu não me coloquei diante dos medos para fugir, não corri riscos pra me perder assim. Não fiz planos para você rabisca-los, a disposição da minha fala, remete ao teu não falar que ensurdece a minha mais nobre poesia. Vejamos, meu bem, dá valor ao que vale. Sua existência é breve e seus dias leves como o vento que me fez te ver de outras formas, disformes e reformulando a minha concepção mundana de desejar o que há do outro. O que há de errado aqui? O que te fez, não fará mais, não olhe pra trás, pegue suas poucas coisas e segue o teu caminho, que não cruzou com o meu, há anos passados. Repasse a limpo suas frases, dirija-se a mim como se não conhecesse a essência do que há por dentro, o intrínseco, intimo do desvelar. Não pretendo revelar teus segredos, não há o que contar, quando nunca se soube. Há sombras demais cobrindo sua terna face, e eu nunca poderia te observar, como você me viu, de longe, paradoxalmente opondo os meus conceitos. Ir nunca significou deixar, mas apenas tomar outro rumo, há tantos quanto você desejar, então faça o melhor, o melhor nem sempre é o certo, como dizem os clichês, mas vá, segue em frente antes que você se atrase, pro mundo que cá eu estou há tempos.

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receita:  no primeiro dia, chore,  no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas.  no terceiro dia, escute sua música predileta  e, dance.  na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de  desilusão.  vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos  até o dedinho do seu pé vai doer,  porque sentir sempre dói  sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós  já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue  porque daqui 30 dias vem um carnaval

Volta - se a ser

depois de um carnaval a gente nunca sabe o que é ficou vazio, o que era cheio de coisa era alegria pra tudo quanto é lado era versinho de marchinha, música de Baiana trio de um rio de gente, era mar depois de um carnaval a gente nunca sabe o que fica Salvador meu amô, sente essa música dança comigo, me dá teu colar? segura a minha mão, me deixa ficar tô aqui depois de um carnaval a gente nunca sabe quem chega na bagunça da casa , arruma essa vida acalma tua alma é ser feliz demais nessa terra eu preciso é dormir chega ele, depois de um carnaval a gente nunca sabe quem é se confunde com o tudo, olha para os lados, o caminho sumiu volta - se ao mundo, o novo te assusta? eu não sei o que é ser mas, depois desse carnaval na Bahia, tudo é.
A vida tende a ser infinita em sonhos Tende a ser bonita em planos Tende a ser triste sem você A vida tende a ser real aqui. Dedicado ao meu eterno amigo Renan.