Não estamos sós, já não somos um, estamos face a face com o vazio de ser algo que nunca sabemos o que é. Estamos presos aos conceitos pré-definidos pelas ciências exatas, humanas ou da nossa moral que se diz desviada dos nossos pais. Planejando o futuro de ser feliz pra sempre, esqueço da alegria por agora, e dos 'agoras' que se fazem os amanhãs, os anos afins. Estampado na cara os sorrisos bonitos,as filosofias baratas e os sentimentos comprados nas lojas da esquina. As relações mudaram o foco, os fatos, os pronomes se tornaram possessivos, somos dos outros para observação, investigação e deleite. Mas, quem me tomou de mim? De assalto perdi meu lugar no mundo; quis então tomar posse do alheio; a auto - afirmação em si de mim no outro. Mas, quem deixou ser tomado? Todos os vazios de si que não sabem o que são, presos, perdidos quem sabe, em outros alheios.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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