Moça tome teu rumo, a tua abstinência de si não me comove, não me incomoda. Desatino teu achar tudo isso do mundo. Moça é assim como dois e dois são quatro, aqui não tem espaço, aqui não cabe menos, aqui não cabe mais. Não me venha com olhares, qualquer tipo esquisito de reza, você não tem vez. Pegue tua mala, tuas roupas e toda a tua vã 'filosofia', frágil menina, não cante palavras que você não conhece, não toque em nada daquilo que você não deseja. Moça confusa, não se confunda, aqui não há confusão. Deixe tudo assim como você entrou, sua saída será bem-vinda, a tua ida esperamos, desesperada esperança de socorro. Moça, deixa a calma estar, leva suas sombras embora, vá cuidar de si, de toda a tua canção, de toda a tua sorte.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
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