Moça tome teu rumo, a tua abstinência de si não me comove, não me incomoda. Desatino teu achar tudo isso do mundo. Moça é assim como dois e dois são quatro, aqui não tem espaço, aqui não cabe menos, aqui não cabe mais. Não me venha com olhares, qualquer tipo esquisito de reza, você não tem vez. Pegue tua mala, tuas roupas e toda a tua vã 'filosofia', frágil menina, não cante palavras que você não conhece, não toque em nada daquilo que você não deseja. Moça confusa, não se confunda, aqui não há confusão. Deixe tudo assim como você entrou, sua saída será bem-vinda, a tua ida esperamos, desesperada esperança de socorro. Moça, deixa a calma estar, leva suas sombras embora, vá cuidar de si, de toda a tua canção, de toda a tua sorte.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
Comentários
Postar um comentário