Eram seis e meia, eram sete, era meia noite, foi-se quase a vida inteira pensando assim. Baseada na desmedida do mundo eu fui medir as tuas loucuras nas mãos expostas, diante dos fatos concretos eu me contive. Eu apreendi toda a tua fala e me corroeu as entranhas ver assim, diante de mim, só mais um, mais um gole de incoerência e desarranjo nessa vida. Tragam mais cervejas meus novos amigos, porque isso aqui como todo o resto está há tempos fora do eixo das minhas expectativas centrais. Mas, veja bem que na disposição dos romances você não estava oposto a mim, mas claro indisposto pra toda a minha fantasia. No seu mundo não há espaço, há muito de você por si próprio, pra eu ajeitar, pra eu fazer uns poemas. Observando assim, parece até uma forma estranha de sentimento, mas não sei bem, não sei mal,há confusão demais no teu sono pesado de tudo, no meu cansaço extremo em tudo. Eu vou dormir mais um pouco, talvez eu acorde com menos ressaca de gente, menos chá no sofá, menos do mundo alheio, em mim.
receita: no primeiro dia, chore, no segundo dia, limpe a casa, recolha suas roupas. no terceiro dia, escute sua música predileta e, dance. na semana seguinte escreva uns versinhos infames e chame-os de desilusão. vai soar bonito, eu aposto e juro que nesses dias todos até o dedinho do seu pé vai doer, porque sentir sempre dói sentir é justamente a percepção da matéria estranha a nós já dizia por aí alguma filosofia, e nos outros dias que sobram só, continue porque daqui 30 dias vem um carnaval
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