Despercebida eu me ative a pensar em quanto tempo eu passo do lado errado da rua, do lado errado da cama, do lado errado da gente. O problema é ter o parâmetro real para afirmar sobre o certo e errado, sobre as verdades de valor absoluto, se é que elas existem, se é que tudo não passa de subjetivo, sonho e cor. Andei reparando em como as músicas que ouço não combinam com os 'amores' de ultimamente, elas não formam a sincronia perfeita pra a minha dança desajeitada. As palavras andam me faltando, o clima não tá legal pra minha pele e minha mãe disse que os bons partidos já não existem mais. Tô sem paciência pra procurar qualquer coisa, os fatos já não me interessam e essa gente toda que não some da minha frente, por que? Qualquer um pode ter seu mal dia, eu tenho vários e vou indo bem, obrigado. Não é que eu esteja contrária ao mundo são vocês que andam se contradizendo em ato e filosofia. Eu devo estar apenas do lado errado mesmo.
Ando meio dependente dos chocolates, das músicas e dos livros. Sempre quis estar aqui onde eu estou, sim, eu consegui tudo e mais um pouco do mundo. Um total inacreditável pelo meus poucos anos de vida. Fiz amigos, desfiz amizades. Engoli o choro e dei sorrisos longos, altos e mornos.Vi demais, me conformei pouco e não aprendi a falar menos, dos mesmos assuntos, de maneiras diferentes. Eu cai aqui e descobri todas as infinitas possibilidades de ser o que se quer de não ter para a vida. Não sei bem se tenho todas as respostas pra tudo, como diz minha mãe, mas talvez eu tenha uma certa retórica movida a doces,gente e cadernos. Não tive tempo de me acostumar a esse tempo fora de mim, mesmo estando ainda mais dentro de mim. Como é isso menina? Não sei, não sei bem e nem mal , mas é hora de sair. (Não gosto de dedicatórias, mas é impossível deixar de relatar esses 4 anos que estão acabando.)
Comentários
Postar um comentário